top of page

Ambulantes: quem são? Como vivem?

Algumas tardes de contato com ambulantes de Belo Horizonte foram necessárias para exergar a complexidade desse setor, que é fundamental ao cotidiano das cidades brasileiras.

 

Confira abaixo um mini-documentário com cinco personagens que encontramos nas ruas. Meio a particularidades e também interseções, tais ambulantes nos atestaram as multi personalidades existentes por trás de cada ponto.

Conversas informais

black.jpg

Mas antes de tudo,

o que é a  informalidade?

A definição de setor informal é polêmica, já que não existe um consenso teórico na academia. O que não podemos negar é a sua existência e importância em nossas cidades.

 

Antes de serem julgadas como atividades econômicas ilícitas, são socialmente lícitas há muito tempo.

 

Quando BH ainda estava em desenvolvimento e tinha um precário sistema de abastecimento, por exemplo, os ambulantes desempenhavam um importante papel no fornecimento de produtos, que na maioria das vezes era essencial ao funcionamento dos lares.

 

Hoje, no geral, aceitamos a presença de trabalhadores informais quando eles têm algo a nos oferecer em troca. 

 

- Um amendoim no bar ali, uma informação aqui ou um amolador de facas na porta de casa. 

Porém, quando eles nos incomodam, a atividade se torna um grande absurdo. O pior é que esse incômodo é recheado de preconceitos e censuras dos espaços públicos.

 

A melhor forma de definir esse trabalhador informal é como aquele que basicamente não diferencia a posse dos meios de produção da posse da força de trabalho, algo bem diferente da divisão organizacional base existente no capitalismo. Ambulantes são chefes e trabalhadores ao mesmo tempo e, mesmo que contem com ajuda de amigos e familiares, essa atividade não é assalariada.


Outro ponto fundamental é que a taxa de lucro nesse tipo de negócio não é a sua variável-chave. O ganho é rendimento direto do dono e utilizado, inicialmente, para a manutenção da sua família. O principal objetivo não é acumular dinheiro, mas sim criar o seu emprego e renda.

Respira e continua lendo o textão!

Marketing informal. Who?

Marketing formal e informal são diferentes, mas nem tanto assim.

 

O marketing informal considera todo o desenvolvimento das atividades organizacionais presentes no marketing formal, como criação, preço e distribuição de produtos, mas aplicadas no mercado informal. A grande diferença está na base do pensamento. Os marqueteiros informais usam a intuição e a experiência, principalmente, para criarem suas estratégias, que são despojadas e coloquiais.

 

Então quer dizer que a experiência de vida pauta o marketing das ruas?

 

Sim! É a partir das vendas do dia a dia, dos retornos que eles têm dos clientes e do contato com a cultura popular que os ambulantes avaliam as estratégias que dão certo ou errado e as modifica, caso for preciso. 

 

As metas dos ambulantes também são diferentes daquelas de grandes empresas.

Percebemos que muitos deles não almejavam expandir os seus negócios ou transformá-los em microempresas, por exemplo. E, ao contrário das grandes empresas, os ambulantes não viam os outros vendedores como concorrentes. 

 

Então, mesmo que haja essa diferença entre os marketing formal e informal, um não se sobressai sobre o outro. Como nos disse o professor de administração e marketing da UFMG, Ricardo Veiga, a existência dessas duas vertentes não resulta em uma funcionar melhor do que a outra - até porque as soluções para uma não se aplicam a outra -, mas sim que elas buscam eficácias diferentes. 

 

No entanto, é importante ressaltar que o papel inicial das ferramentas de ambos os tipos de marketing continua o mesmo: entregar e trocar ofertas de valor para clientes.

 

Será que conseguimos levar essa discussão para a academia?

Cara a cara

O fato de ambulantes estarem dentro do setor informal e desenvolverem na prática uma linha específica de marketing cria efeitos importantíssimos em suas jornadas.


Construímos um breve perfil social feito com um pouco do que observamos nas infinitas faces que compõem as ruas de Belo Horizonte. São recortes colados de ambulantes, que não sintetizaram, mas abriram a nossa percepção sobre a complexidade ignorada de se ter essa profissão. #Respect

Mosaico ambulante

O último dos ambulantes

Para terminar tudo com chave-ouro, só faltava ele: o ambulante-celebridade de Belo Horizonte.

 

Aquele que já estava na rua antes mesmo de nós estarmos no mundo e que, com certeza, tinha tudo e um pouco mais para nos contar. Aquele que caiu, se levantou e, mesmo aos trancos e barrancos, vive seu sonho de infância.

 

Convidamos você para nos acompanhar neste talk show especial com aquele que tem uma história mais heróica do que o próprio super-herói de suas publicações.

 

Senhoras e senhores, com vocês o primeiro e único Lacarmélio Alfeo de Araújo. Ou, como é mais conhecido nas ruas: 

bottom of page